Ciência da Prova — Reconstituição Forense

PROVAS DIGITAIS · ANÁLISE DOCUMENTAL

Análise da cadeia de custódia digital.

Examinamos a documentação que acompanha a prova digital para verificar como os materiais foram identificados, recebidos, transferidos e analisados — e onde existem divergências que precisam de explicação.

Revisão dos materiais e documentos já disponibilizados para o caso.

Ilustração de celular, tablet e documentos em uma estação de análise de provas digitais.
CADA ETAPA DEIXA UMA REFERÊNCIAÉ possível acompanhar o percurso?Identificação, documentação e comparação dos materiais apresentados.

Foco documental · percurso, registros e integridade

Conclusões fundamentadas · achados associados às fontes

A PERGUNTA CENTRAL

O arquivo apresentado tem um percurso demonstrável?

A análise organiza o histórico documentado e confronta identificadores, datas, responsáveis e referências dos materiais.

O QUE EXAMINAMOS

Documentos conectados.
Etapas compreensíveis.

A revisão acompanha o material efetivamente disponibilizado e distingue o que está documentado, o que diverge e o que depende de outro registro.

01

Identificação dos materiais

Correspondência entre dispositivos, mídias, arquivos, lacres e identificadores citados em termos, laudos e relatórios de extração.

02

Recebimento e transferências

Datas, responsáveis e documentação de movimentação, confrontados para organizar uma sequência verificável do percurso.

03

Integridade e versões

Hashes registrados e calculados, algoritmos utilizados, arquivos comparados e diferenças entre cópias, exportações ou conjuntos entregues.

04

Vínculo com os achados

Relação entre o material documentado, o arquivo examinado e a conclusão apresentada, com indicação das referências que sustentam cada conexão.

O hash responde a uma pergunta específica. A comparação de valores ajuda a verificar a integridade dos arquivos correspondentes. Ela não descreve, sozinha, quem teve acesso ao material ou como ocorreram as etapas anteriores.

VEJA COMO O PERCURSO É ORGANIZADO

Uma sequência clara.
Uma lacuna localizada.

Neste exemplo, os documentos identificam uma mídia no recebimento e um arquivo no relatório final. Entre essas etapas, falta o registro que vincula a cópia analisada à mídia inicial.

A entrega mostra exatamente onde a ligação documental está ausente, quais documentos foram confrontados e que informação seria necessária para esclarecer a passagem.

EXEMPLO HIPOTÉTICO · DADOS ILUSTRATIVOS

Percurso documentado

QUATRO ETAPAS
  1. 01

    Recebimento identificado

    Termo A descreve a mídia M-01 e a data de recebimento.

  2. 02

    Extração registrada

    Relatório B associa um pacote de extração à mídia M-01.

  3. 03

    Ligação documental ausente

    O conjunto recebido não inclui o registro da geração e transferência da cópia usada na análise.

  4. 04

    Arquivo citado no laudo

    Laudo C menciona a cópia F-02, cuja relação com o pacote precisa ser esclarecida.

Achado técnico: a etapa 03 não está demonstrada.A conclusão identifica a lacuna no conjunto examinado e seu efeito sobre a rastreabilidade. O significado para o processo depende do exame do caso.

A ausência de um documento não é apresentada como prova automática de alteração. O exemplo mostra como localizar e explicar uma inconsistência.

O QUE VOCÊ RECEBE

O percurso da prova,
com suas referências.

  • Relatório técnico documental: materiais recebidos, procedimentos, achados e conclusões sobre o conjunto examinado.
  • Mapa do percurso: etapas ordenadas, documentos correspondentes e pontos de divergência identificados.
  • Quadro de correspondências: comparação de identificadores, datas, arquivos e registros de integridade disponíveis.
  • Pontos de esclarecimento: perguntas objetivas e documentos necessários para resolver as inconsistências encontradas.
  • Apresentação dos resultados: explicação técnica e visual para apoiar a compreensão do advogado.

COMO TRABALHAMOS

Da documentação recebida
ao achado explicado.

  1. 01

    Delimitar a questão

    Identificamos o material discutido, o prazo e a pergunta que a análise deve responder.

  2. 02

    Organizar o conjunto

    Relacionamos documentos, arquivos e identificadores no escopo acordado.

  3. 03

    Confrontar as etapas

    Comparamos o percurso, as referências e os registros de integridade disponíveis.

  4. 04

    Apresentar a conclusão

    Explicamos os achados e indicamos a fonte e a consequência técnica de cada ponto.

DÚVIDAS FREQUENTES

Clareza sobre o exame.

O que significa analisar a cadeia de custódia digital?

É examinar os registros que permitem acompanhar a identificação e o percurso do material digital. O trabalho confronta documentos, arquivos, datas, responsáveis e referências de integridade, identificando correspondências e inconsistências.

Encontrar uma falha significa que a prova foi adulterada?

Uma lacuna documental e uma alteração de arquivo são achados diferentes. O relatório explica o que foi efetivamente demonstrado e o impacto técnico da ocorrência, sem presumir adulteração pela simples ausência de um registro.

O hash é suficiente para demonstrar toda a cadeia?

O hash auxilia a comparação de integridade dos objetos correspondentes, desde que a referência e o algoritmo estejam identificados. Ele não substitui os documentos que registram a origem, o acesso, a guarda e as transferências do material.

A análise determina automaticamente a nulidade da prova?

O serviço apresenta conclusões técnicas fundamentadas sobre os materiais examinados. A avaliação dos efeitos processuais cabe à atuação jurídica e à apreciação do caso.

Podem analisar a cadeia de custódia de uma extração Cellebrite?

Sim. A revisão pode relacionar os documentos da cadeia ao pacote de extração, aos logs e ao relatório disponibilizado. A análise do conteúdo das mensagens e dos eventos também pode integrar o escopo.

Preciso ter todos os documentos antes de agendar?

Não. Na conversa inicial, informe a dúvida e o que está disponível. A equipe identifica quais materiais são necessários para a proposta e para responder à questão técnica.

Referência técnica: NISTIR 8387 — Digital Evidence Preservation: Considerations for Evidence Handlers (2022), sobre preservação, integridade e documentação do percurso de evidências digitais.